Durante o mês de julho, a Globo realizou demonstrações da tecnologia 8K ou UHD (Ultra High Defintion) que proporciona imagens 16 vezes mais nítidas que o HDTV(High Definiton). Em parceria com a emissora pública japonesa NHK (Nippon Koso Kyokai), a apresentação aconteceu no Projac, Rio de Janeiro, e apresentou cenas do carnaval 2013.
As duas emissoras mantém uma relação estreita com as novidades tecnológicas desde 2000, após terem sido realizados os primeiros testes do padrão japonês de TV Digital (ISDB-T), sistema adotado no Brasil. Hoje em dia, a parceria se estende também nas experiências dos profissionais. “Temos engenheiros que fazem programas de intercâmbio na NHK e equipes japonesas que trabalham conosco em experiências, como, por exemplo, no carnaval deste ano”, diz Raymundo Barros, diretor de engenharia de entretenimento da Globo.
O formato 8K está em desenvolvimento no Japão, sob a liderança da NHK. Os planos da equipe japonesa é que em 2016 haja testes de transmissões via satélite para o público e em 2020, a previsão é começar a transmissão de TV aberta com o UHDTV. Em termos de tamanho e taxas de transmissão, um sinal em HD convencional e sem compressão tem 1,5Gb/s (gigabis por segundo). Já o sinal 8K pode chegar a 200Gb/s, em sua resolução máxima, que são 7680×4320 pixels. Este maior número de pontos favorece as telas maiores que chegam ao mercado, com um conforto visual ao espectador quando posicionado próximo ao monitor – a uma distância de apenas 0,75 vezes a altura do display. Já o televisor Full HD necessita de uma distância três vezes maior que a tela. Por estar mais próximo ao equipamento, o espectador fica “ imerso” nas imagens, e a sensação de envolvimento é intensificada pelos 22.2 canais de áudio disponibilizados pela nova tecnologia, diferente dos 5.1 do padrão atual.
Atualmente, a Globo trabalha com arquivos 8K para efeitos visuais. “Algumas das nossas cenas de novelas e séries têm efeitos visuais que dependem de bases de imagens capturadas com resolução 8K. Estes efeitos, conhecidos como digital backlots, ambientam uma cena da novela em locações para as quais não precisamos levar os atores. Para conseguir este realismo, as imagens precisam de altíssima resolução”, explica Raymundo Barros.
Sobre a evolução das novas tecnologias, Raymundo acredita que será um processo mais ágil em relação à migração do SD (Standard Definition) para o HD . “Não há como repetirmos a história da TV analógica no Brasil, que levou 40 anos para implantarmos uma nova geração tecnológica. Nós viramos de SD para HD “com o avião voando”. E viraremos do HD para o 8K da mesma maneira”, finaliza.
Fonte:Panoramaaudiovisual.

